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As melhores séries de 2018 (até agora!) segundo o cinema
Por Katiúscia Vianna e Laysa Zanetti — 08/07/2018 às 09:34
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Selecionamos as melhores produções que chegaram às telinhas no primeiro semestre de 2018.

Metade de 2018 já foi, e com os primeiros seis meses do ano, muitas séries já estrearam, foram canceladas e até mesmo resgatadas. Inegavelmente, a 'Era do Peak TV' (como foi intitulada a atual fase de produções televisivas) dá ao público mais opções do que uma pessoa é capaz de consumir. Isso pode ser ruim para os completistas, mas a parte boa é o natural incentivo para que as produções sejam cada vez melhores.

Por isso, ano após ano a tarefa de eleger as melhores séries vai ficando mais difícil. Os critérios precisam ser mais rígidos, as notas devem ser mais altas e a relevância de cada uma das obras listadas precisa se justificar. E foi com estes critérios em mente que escolhemos as melhores séries que passaram pelas telinhas aqui no Brasil durante estes primeiros seis meses.

Obviamente, esta sempre é uma lista que exige sacrifícios. Séries que em outras épocas apostaríamos forte ficaram de fora — os maiores exemplos são Legion e American Crime Story, cujas segundas temporadas ficaram muito abaixo das respectivas primeiras. O caso é o oposto quando pensamos em 3%, o drama brasileiro da Netflix. A segunda temporada demonstra aperfeiçoamento técnico e textual em relação à primeira, mas mesmo assim acabou ficando de fora da lista final.

Entre outras ausências que podem ser sentidas estão Westworld (cujo embaraço mental da segunda temporada fez com que por pouco não entrasse), Unbreakable Kimmy Schmidt, o episódio final de Sense8 e até Killing Eve, que infelizmente segue inédita no Brasil apesar de ser unanimidade entre a crítica. A elas, fica a nossa menção honrosa. E sem mais delongas, eis as dez melhores séries do primeiro semestre de 2018 de acordo com o AdoroCinema:

La Casa de Papel (1ª e 2ª temporadas)

Nota: 4,0 / 5,0

Crítica do cinema: "As reviravoltas mirabolantes continuam presentes nessa nova leva de capítulos, porém são os personagens (e as belas performances de seus intérpretes) que mantém a atenção do espectador. Afinal, é a torcida por seus preferidos que fazem essas surpresas serem tão importantes, mesmo quando você já as espera. Fugindo do estilo comum de protagonistas, Tóquio (Úrsula Corberó) segue tendo um papel fundamental. E não somente na condução da trama como narradora." Leia o texto completo.

Grace and Frankie (4ª temporada)

Melissa Moseley / Netflix

Nota: 4,0 / 5,0

Crítica do cinema: "Grace and Frankie não está tentando fazer com que a sociedade repense a percepção da morte, mas sim mostrar que pessoas continuam sendo quem sempre foram, mesmo com as rugas e os joelhos doloridos. Pode soar bobo, mas é algo incrivelmente revigorante. A própria participação de Lisa Kudrow, atualmente em seus 54 anos, acaba trazendo uma comparação imediata à sua figura mais jovem, eternizada nas cabeças dos fãs de Friends. E pode ser ligeiramente assustador no início, mas é uma provocação pensada. O tempo passa, viu? Para todo mundo." Leia o texto completo.

The End of the F***ing World

The End Of The F***ing World 1ª Temporada Trailer (2) Legendado

Nota: 4,0 / 5,0

Crítica do cinema: "The End of the F***ing World tem o DNA de uma série britânica ao máximo [...] Ela não foge de ser um romance e uma história de amadurecimento (aqueeele coming of age), mas é muito mais obscura do que isso. James e Alyssa enxergam o mundo de formas completamente diferentes. Enquanto ele é completamente apático, ela sente tudo com uma facilidade extrema. Eles pressionam tanto um ao outro que acabam trazendo algo de novo à dinâmica, com um tipo de violência sinistra que faz com que cruzem o caminho de autoridades e se metam em uma situação ruim após a outra." Leia o texto completo.

GLOW (2ª temporada)

Nota: 4,0 / 5,0

Crítica do cinema: "O tratamento respeitoso pelo histórico de cada uma daquelas mulheres e cada um dos homens faz de GLOW uma comédia honesta e tocante, que traz de volta a década de 1980 sem apelar para a velha nostalgia que normalmente não tem significado algum para a história. É divertida porque não tem medo de abusar [...], inteligente porque conhece suas personagens e não as trata como vilãs ou mocinhas, mas algo entre os dois clichês. E acima de tudo, não está ali para passar uma lição de moral, mas para chamar o espectador para refletir sobre o que leva cada mulher a tomar uma decisão que pode ser contraditória, problemática ou questionável." Leia o texto completo.

Dear White People (2ª temporada)

Nota: 4,0 / 5,0 

Crítica do cinema: "O que torna essa comédia dramática tão cativante é seu equilibro entre carga emocional, visão sarcástica e incrível crítica política. O racismo segue com papel crucial em Dear White People, porém é somente o pontapé inicial para discutir várias questões problemáticas. Reggie (Marque Richardson) vive as consequências de ser vítima da brutalidade policial. Lionel (DeRon Horton) embarca numa jornada de descoberta sexual. Samantha mostra como o crime online e o "haterismo" das redes sociais pode influenciar a vida real. Por sua vez, o debate sobre racismo ganha novas proporções ao analisar como a mídia (e o sistema opressor) pode se apropriar desse tema, usando a liberdade de expressão como desculpa para promover o ódio." Leia o texto completo.

The Good Place (2ª temporada)

Nota: 4,5 / 5,0

Crítica do cinema: "Antes de ser a narrativa do anti-herói às avessas, The Good Place é uma comédia requintada que se baseia na quebra de expectativas que o público criou naturalmente para este subgênero no qual se encaixa (algo entre uma sitcom e uma comédia de um grupo de amigos). Quando você espera que ela se atenha a um modelo repetitivo, ela destrói tudo o que estabeleceu. Quando você julga saber exatamente para onde a história vai no final da temporada, vê o tapete sendo retirado e ela mais uma vez indo para um lugar completamente diferente." Leia o texto completo.

Barry (1ª temporada)

Nota: 4,5 / 5,0

Crítica do cinema: "O diferencial do projeto [...] é ser uma história humorada que consegue equilibrar diferentes gêneros de uma maneira surpreendentemente orgânica. Por um lado, traz um retrato muito humano sobre as dificuldades de seguir carreira em Hollywood, principalmente através de Sally (Sarah Goldberg). Por outro, traz a brutalidade e as surpresas de uma obra de ação para recriar guerras entre máfias de Los Angeles." Leia o texto completo.

The Americans (6ª temporada)

Nota: 4,5 / 5,0

Crítica do cinema: "Enquanto a grande maioria das séries de TV aumenta o raio de possibilidades de acontecimentos para os seus arcos finais, The Americans navega na direção oposta e retorna às regras básicas que havia concebido desde o início. O estreitamento deste laço poderia ser perigoso, não ser avassalador o bastante, ser previsível a ponto de retirar a carga dramática, não ter o peso e a sensação de encerramento de um episódio final. Mas isso não acontece porque o roteiro segue exatamente as regras que ele mesmo criou, fazendo com que tudo ali soe perfeitamente natural." Leia o texto completo.

One Day At A Time (2ª temporada)

Nota: 5,0 / 5,0

Crítica do cinema: "Embora os dois melhores episódios da temporada [...] venham só na metade final [...] momentos brilhantes são pincelados ao longo de toda a jornada. Há belas discussões sobre o armamento, sobre a importância do voto, sobre estabilidade financeira e emocional, relacionamentos e desafetos. Estes dois episódios, particularmente, tocam em pontos extremamente sensíveis, e trazem uma visão rascante de dois tipos diferentes de trauma. Ansiedade e depressão nunca foram retratados de maneira tão real na TV. É brutalmente doloroso e honesto e, ao mesmo tempo, confortante para aqueles que se identificam." Leia o texto completo.

Atlanta (2ª temporada)

Nota: 5,0 / 5,0

Crítica do cinema: Não se trata de um texto óbvio, mas é um que se ancora em regras básicas. Justamente graças ao background de GloverAtlanta se baseia em formatos clássicos de sitcom. Cada episódio parte de uma premissa simples: Alfred precisa cortar o cabelo e as coisas saem do planejado; Darius vai retirar um piano que comprou na internet e conhece um cara bizarro; Earn planeja uma noite romântica com Van mas nada dá certo, etc. O diferencial é de onde ele parte com isso. Ao invés de acelerar por estes conflitos, os episódios pisam no freio e extraem o inimaginável de cada detalhe. A graça, portanto, está justamente no bizarro.” Leia o texto completo. 

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